sexta-feira, 19 de junho de 2009

O questionamento muda o rumo das coisas?

Ouvi dizer por aí que a gente se desenvolve mais quando faz perguntas intrigantes, que causam um certo desconforto pela ocorrência das sinapses nos neurônios, isto é, botam a nossa cuca prá funcionar na busca por uma resposta que seja coerente.
Um fato ocorreu comigo quando uma menina de oito anos perguntou-me se os bichos falavam entre si.
Não ponderei, juro. Respondi apenas que sim. E fiquei surpreso com a sequência.
- Qual o tipo de linguagem que eles usam então?
- Bem, deve ser uma linguagem própria deles, diferente da nossa, dos humanos...
Voltou à carga.
- Porque que eles precisam se comunicar?
- Há tempos atrás assisti um documentário onde os pássaros avisavam os demais bichos quando um felino aparecia por perto. Os macacos se aproveitavam do aviso dado pelos pássaros e procuravam os galhos mais altos das árvores para não darem chance de uma onça, um leopardo, um tigre ou um leão os atacarem.
- Ah! E os bichos trabalham?
- De certa forma trabalham sem notar. Acho que é mais ou menos assim.
- Mas para trabalhar não é preciso receber salário?
- Sem dúvida! Mas o pagamento, para os animais, vem de outra forma: a abelha trabalha polinizando as flores, e o mel é produzido através do polem que retiram dessas mesmas flores que vai servir de alimento prá ela.
- Mas a gente tira o mel dela. Isso não é tirar o salário dela?
- De certa forma sim. Mas o homem é inteligente. Não tira todo o mel da colmeia . Sempre deixa um pouco para elas se alimentarem e continuar trabalhando.
- Então o homem engana as abelhas?
E o tal fato continuou por um bom tempo com perguntas sobre toda a bicharada e terminava sempre com a ação do homem.
Fiquei a refletir sobre aquelas perguntas. Que bicho é o homem? Bicho?
Bichos parecem ser melhores que os homens.
Apesar de não pensarem, refletirem, filosofarem ou terem outros comportamentos humanos, os bichos não causam estragos preocupantes no meio onde vivem.
Já o homem...
A única coincidência é a exploração da abelha pelo homem e do homem pelo próprio homem.
Se fizermos uma relação entre o trabalho das abelhas e o dos homens, veremos que no final recebemos apenas o suficiente para a nossa subsistência. E continuarmos na esperança de que um dia tudo vai mudar.
Nascemos nas colméias cidades, procuramos tirar o mel de pedras com nossa parca formação e , o nosso trabalho, ainda é controlado pelas regras dos grandes apicultores.
Concluo que precisamos de mais perguntas inteligentes, que façam a grande massa humana sinapsear os seus neurônios, para que as respostas venham em forma de idéias que modifiquem a nossa história, melhorando-a.
Se o mundo ideal existe, o meio de atingi-lo será pelas indagações inteligentes. As respostas incomodarão. E oque é incômodo modifica-se naturalmente.
E se a gente pode questionar, porque não fazê-lo?



quinta-feira, 18 de junho de 2009

Posso escrever algo?

Resolvido! Pronto! Criei, depois de muita relutância, o meu blog. Foi difícil. Sabe aquele friozinho de se expor à máquina, contar algumas coisas nos ouvidos dela, colocando frases escritas prá todo mundo ler? Nossa! Isso me parece um tanto pretensioso. Mas são os tempos do século XXI. Falando em tempos, acho que a mosca que o Barack Obama aniquilou foi uma mensagem subliminar enviada diretamente ao ditador norte coreano. Não sei como aquele moscão tsé-tsé passou pela segurança do presidente americano. Será que ela não era um robô? Será que ela não iria dar uma picada no presidente? Porque ela não sobrevoava o repórter?
Bem, enfim, acho que ele deu o golpe certeiro. Pelo menos (deixando de lado os recursos 3D), a HDTV mostrou a cena perfeita. Nem o Carradine, do Kung Fu, acertaria um golpe daqueles.
Alguém lá da Coréia deve ter sentido um calafrio. Espero que haja uma retratação do ditador coreano para o mundo e que ele apareça numa festa do arraiá em qualquer lugar aqui do Brasil e diga que estava apenas soltando uns rojões para antecipar as festas juninas.
Falando no Brasil, fiquei com pena do senado. Coitados daqueles homens públicos! Foram forçados pelos votos de brasileiros a ocuparem cargos tão difíceis de serem levados a termo.
Vocês não imaginam como é difícil ser um senador eleito democraticamente e depois ser julgado pela opinião pública.
Uma dica às empresas de inseticidas: precisam fabricar uns aerosois gigantes para borrifar naquelas moscas velhas que estão em Brasília. Nada contra pessoas da melhor idade. Essas são pessoas dignas do maior respeito pois vivem com míseros valores de aposentadoria.
Refiro-me aos velhos homens públicos de Brasília, que não medem esforços para depositarem os seus casulos no bolo de valores produzidos pelos trabalhadores, esperançosos para um dia terem a sua parte.
Acredito que a única forma de aniquilar aquelas moscas é o aerosol da instrução. Sim, a instrução pela educação pode minar as forças que escurecem o nosso horizonte.
Perguntei se poderia escrever algo. Posso e escrevi.
Depois continuarei.
Até.