Ouvi dizer por aí que a gente se desenvolve mais quando faz perguntas intrigantes, que causam um certo desconforto pela ocorrência das sinapses nos neurônios, isto é, botam a nossa cuca prá funcionar na busca por uma resposta que seja coerente.
Um fato ocorreu comigo quando uma menina de oito anos perguntou-me se os bichos falavam entre si.
Não ponderei, juro. Respondi apenas que sim. E fiquei surpreso com a sequência.
- Qual o tipo de linguagem que eles usam então?
- Bem, deve ser uma linguagem própria deles, diferente da nossa, dos humanos...
Voltou à carga.
- Porque que eles precisam se comunicar?
- Há tempos atrás assisti um documentário onde os pássaros avisavam os demais bichos quando um felino aparecia por perto. Os macacos se aproveitavam do aviso dado pelos pássaros e procuravam os galhos mais altos das árvores para não darem chance de uma onça, um leopardo, um tigre ou um leão os atacarem.
- Ah! E os bichos trabalham?
- De certa forma trabalham sem notar. Acho que é mais ou menos assim.
- Mas para trabalhar não é preciso receber salário?
- Sem dúvida! Mas o pagamento, para os animais, vem de outra forma: a abelha trabalha polinizando as flores, e o mel é produzido através do polem que retiram dessas mesmas flores que vai servir de alimento prá ela.
- Mas a gente tira o mel dela. Isso não é tirar o salário dela?
- De certa forma sim. Mas o homem é inteligente. Não tira todo o mel da colmeia . Sempre deixa um pouco para elas se alimentarem e continuar trabalhando.
- Então o homem engana as abelhas?
E o tal fato continuou por um bom tempo com perguntas sobre toda a bicharada e terminava sempre com a ação do homem.
Fiquei a refletir sobre aquelas perguntas. Que bicho é o homem? Bicho?
Bichos parecem ser melhores que os homens.
Apesar de não pensarem, refletirem, filosofarem ou terem outros comportamentos humanos, os bichos não causam estragos preocupantes no meio onde vivem.
Já o homem...
A única coincidência é a exploração da abelha pelo homem e do homem pelo próprio homem.
Se fizermos uma relação entre o trabalho das abelhas e o dos homens, veremos que no final recebemos apenas o suficiente para a nossa subsistência. E continuarmos na esperança de que um dia tudo vai mudar.
Nascemos nas colméias cidades, procuramos tirar o mel de pedras com nossa parca formação e , o nosso trabalho, ainda é controlado pelas regras dos grandes apicultores.
Concluo que precisamos de mais perguntas inteligentes, que façam a grande massa humana sinapsear os seus neurônios, para que as respostas venham em forma de idéias que modifiquem a nossa história, melhorando-a.
Se o mundo ideal existe, o meio de atingi-lo será pelas indagações inteligentes. As respostas incomodarão. E oque é incômodo modifica-se naturalmente.
E se a gente pode questionar, porque não fazê-lo?
Um fato ocorreu comigo quando uma menina de oito anos perguntou-me se os bichos falavam entre si.
Não ponderei, juro. Respondi apenas que sim. E fiquei surpreso com a sequência.
- Qual o tipo de linguagem que eles usam então?
- Bem, deve ser uma linguagem própria deles, diferente da nossa, dos humanos...
Voltou à carga.
- Porque que eles precisam se comunicar?
- Há tempos atrás assisti um documentário onde os pássaros avisavam os demais bichos quando um felino aparecia por perto. Os macacos se aproveitavam do aviso dado pelos pássaros e procuravam os galhos mais altos das árvores para não darem chance de uma onça, um leopardo, um tigre ou um leão os atacarem.
- Ah! E os bichos trabalham?
- De certa forma trabalham sem notar. Acho que é mais ou menos assim.
- Mas para trabalhar não é preciso receber salário?
- Sem dúvida! Mas o pagamento, para os animais, vem de outra forma: a abelha trabalha polinizando as flores, e o mel é produzido através do polem que retiram dessas mesmas flores que vai servir de alimento prá ela.
- Mas a gente tira o mel dela. Isso não é tirar o salário dela?
- De certa forma sim. Mas o homem é inteligente. Não tira todo o mel da colmeia . Sempre deixa um pouco para elas se alimentarem e continuar trabalhando.
- Então o homem engana as abelhas?
E o tal fato continuou por um bom tempo com perguntas sobre toda a bicharada e terminava sempre com a ação do homem.
Fiquei a refletir sobre aquelas perguntas. Que bicho é o homem? Bicho?
Bichos parecem ser melhores que os homens.
Apesar de não pensarem, refletirem, filosofarem ou terem outros comportamentos humanos, os bichos não causam estragos preocupantes no meio onde vivem.
Já o homem...
A única coincidência é a exploração da abelha pelo homem e do homem pelo próprio homem.
Se fizermos uma relação entre o trabalho das abelhas e o dos homens, veremos que no final recebemos apenas o suficiente para a nossa subsistência. E continuarmos na esperança de que um dia tudo vai mudar.
Nascemos nas colméias cidades, procuramos tirar o mel de pedras com nossa parca formação e , o nosso trabalho, ainda é controlado pelas regras dos grandes apicultores.
Concluo que precisamos de mais perguntas inteligentes, que façam a grande massa humana sinapsear os seus neurônios, para que as respostas venham em forma de idéias que modifiquem a nossa história, melhorando-a.
Se o mundo ideal existe, o meio de atingi-lo será pelas indagações inteligentes. As respostas incomodarão. E oque é incômodo modifica-se naturalmente.
E se a gente pode questionar, porque não fazê-lo?
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