domingo, 24 de outubro de 2010

A bolinha de papel

Amigos de todo o Brasil, bom dia!
E que dia!
É que recebi por e-mail uma cópia escaneada do conteúdo do papel amassado que jogaram na cabeça do candidato a presidente, o José Serra, quando este caminhava pelas ruas do Rio, fazendo a sua propaganda corpo-a-corpo. Um gari esperto, amigo de um amigo de um amigo meu, foi quem encontrou a bolinha de papel e curiosamente desembrulhou-a e achou interessante o que estava escrito em forma de bilhete numa das folhas . O amigo do amigo meu, amigo do gari esperto, entregou o bilhete ao meu amigo. Daí esse amigo meu escaneou o bilhete e me enviou uma cópia.
Na verdade eram três folhas de papel A4 amassadas onde estava escrito uma mensagem com caneta esferográfica que dizia o seguinte:

"Serra, por amor ao Pai de Santo Domingos Barnabé - o PSDB, você tem que mudar a sua estratégia. Ele informou que o guia disse que desse jeito você não vai ganhar a eleição, que você está no caminho errado. As coisas devem ser mais dirigidas para o povão e não para o pavão.
Quer dizer, você tem que deixar essa cara dos anos 70, a cara da ditadura, lembra?
Ele pediu prá você falar e trabalhar sobre três coisas: que vai acabar com o fator previdenciário, ajustar o modêlo da saúde e incrementar a educação.
De resto, o Lula já conseguiu muita coisa. Ah! Ia me esquecendo (ainda bem que escrevi) : as reformas judicial e eleitoral.
É isso! Esses são os mais importantes temas que devem ser destacados nesses últimos dias.
Ele falou que sem essas mudanças o Brasil vai continuar no mesmo tempo de D. João VI. E olha que isso já faz tempo que tá assim. Palavras dele, do PSDB, te juro.
Disse também que não adianta prometer só para enganar o povo para ganhar a eleição, disse prá você se comprometer realmente com essas idéias se não o Índio Velho vai dar tacapeada prá todos os lados. E você levará a pior, pois, receber um golpe de tacape na careca não vai ser mole. Ele disse que a Dilma já está com essas idéias prá falar pro povão e que se ela fizer isso você pode dizer adeus à presidência. Outra coisa: ele disse que o Aécio se queimou. Ele é quem deveria ser o candidato a presidente e não você. Disse que os estudos que eles fizeram lá em Minas, sobre o desgaste da imagem da nova ou novo presidente, o levariam a ser mais forte nas próximas eleições de 2014. Sabe como são os mineiros, né? Sei lá se tem fundamento tal coisa".

Bem, amigos brasileiros, agora está claro aquilo que vimos nas imagens da tv. O assessor do Serra estava tentando chegar até o mesmo mas a multidão era imensa e isso dificultou o seu intento. Então ele deu um assobio para o candidato e jogou-lhe o bilhete em papel sulfite amassado em sua direção, acertando a sua cabeça. O Serra viu a bolinha de papel, olhou para a mesma no chão, pensou em catá-la mas não conseguiu porque a multidão o empurrou para a frente. Preferiu deixar prá lá.
Como o celular do Serra estava no vibra-call, e naquele empurra-empurra, só momentos depois ele percebeu a chamada e atendeu incontinente. "E aí, Serra? Eu joguei o bilhete amassado e você não o pegou. Agora já foi. Depois eu te conto sobre o Pai de Santo. Dá um jeito aí e simula uma pedrada, sei lá o que. Tchau."

Daí em diante todo mundo já sabe como foi.
Agora estou numa dúvida cruel com esse bilhete! Dá para confiar no Pai de Santo Domingos Barnabé? Dá prá confiar na candidatura menos ruim? E os outros políticos que recuaram para ver o circo pegar fogo? Ou seja, de um lado ou de outro, que a coisa não dê certo para depois chegarem com tudo ao poder.
Ou seja, são dois "bois de piranhas" os nossos atuais candidatos, batendo boca sem foco nos reais problemas brasileiros. E depois as hienas políticas palacianas que estão rindo da situação terão plena força para ganhar o poder numa próxima eleição. Isso me parece óbvio.
Os problemas reais no Brasil, seguramente, passam pela EDUCAÇÃO. Educação melhora a segurança pública, a saúde pública e o meio onde vivemos.
Mas porque dar essas condições para uma população escravizada, oriunda de índios, negros e europeus degredados? Essa é a pergunta cuja resposta propicia a conduta sem escrúpulos da maioria dos nossos representantes políticos.